segunda-feira, 24 de março de 2014

Argentina lembra seus 30 mil desaparecidos na última ditadura

Movimentos sociais, organizações sindicais e estudantis, partidos políticos diversos e pessoas sem vínculo a nenhuma agremiação. Todos coloriram e sonorizaram a tradicional Praça de Maio, na capital federal argentina, no final da manhã desta segunda-feira (24), eleito Dia pela Memoria Verdade e Justiça, há 38 anos do último golpe militar no país. Cada um com seu "grito de guerra" e com uma só esperança de seguir adiante com o processo justiça que o país deu início. A ONU também escolheu a data para determiná-la a cada ano o Dia Internacional para o Direito à Verdade para as Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos. 
Abaixo, seguem algumas imagens do que foi parte da iniciativa promovida na Praça de Maio, em Buenos Aires, iniciada às 12h.


Rosto do jornalista e escritor Rodolfo Walsh, morto pelos militares, estampa uma das faixas erguidas por alunos da escola de jornalismo esportivo da cidade de Buenos Aires. Foto: Erika Morhy / SDDH



Movimento Kolina inicia sua marcha esverdeando a praça. Foto: Erika Morhy / SDDH



Emma tem seis anos e carrega pendurado no pescoço a imagem do tio-avô que desapareceu durante o último terrorismo de estado na Argentina. "Chino" é um dos 30 mil contabilizados pelos movimentos sociais que lutam por justiça até hoje. "Ele só estava reunido com outros amigos contra os militares e desapareceu", conta Emma. Foto: Erika Morhy / SDDH



Partido Jose C. Paz também se uniu à marcha. Foto: Erika Morhy / SDDH


Movimento popular Sejamos Livres apostou no tom laranja para dar início à sua trajetória na Praça de Maio. Foto: Erika Morhy / SDDH



Militantes erguem faixa de Vatayon à frente da marcha. Foto: Erika Morhy / SDDH


O rosto de lideranças populares de diferentes épocas e países também estamparam as ruas do entorno da praça. Foto: Erika Morhy / SDDH