sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ato inter-religioso faz memória da luta da Missionária Dorothy Stang na Amazônia

Foto: Alberto Pimentel

     Ato inter-religioso, realizado ontem (12/02) na Praça do Operário em São Braz por movimentos religiosos e sociais, fez memória dos 10 anos do martírio da missionária Dorothy Stang. A missionária foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005 por Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista, a mando dos fazendeiros da região Valtomiro Bastos de Moura (o “Bida”) e Regivaldo Pereira Galvão (o “Taradão”).



A luta de Dorothy
Dorothy foi assassinada por contrariar interesses de fazendeiros da região de Anapú, porque apoiava a luta dos trabalhadores rurais por um novo projeto de desenvolvimento na Amazônia. A missionária era defensora dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS).
Movimentos sociais, religiosos e artistas populares falaram da vida de Dorothy, seu amor ao povo e sua luta incansável na defesa dos trabalhadores rurais em Anapú.
Foto: Anne Gleicy

Nazareno Tourino, poeta e dramaturgo popular, membro da Academia Paraense de Letras, destacou a importância do compromisso e engajamento dos setores progressistas da igreja católica na luta em defesa dos direitos do povo da Amazônia.

Pe. Paulo Joanil, Secretário Geral da CNBB Norte 2, enfatizou a ação profética de Dorothy como missionária, movida por grande amor ao povo mais sofrido da Amazônia.

Para Antonio Alberto Pimentel, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, a desigualdade e a concentração de riqueza é a causa de todos os conflitos sociais no campo e ressaltou o exemplo de Dorothy na luta por justiça social na Amazônia.


O ato terminou com uma grande ciranda celebrando o legado de esperança de Dorothy em defesa da vida, da floresta e dos trabalhadores/as.


ASCOM/SDDH