quarta-feira, 8 de abril de 2015

Trabalhadores promovem manifestações contra o PL 4330 por mais direitos e mais democracia



Por Vivianny Matos
Revisão: Alberto Pimentel
 
Imagem: reprodução da Internet
Na tarde desta terça-feira (7), a Praça dos Mártires de Abril, situada no bairro de São Brás, em Belém, recebeu o Ato contra o Projeto de Lei 4330/04 que, se for aprovado, pode prejudicar os direitos dos trabalhadores, favorecendo a terceirização. O ato foi realizado em várias capitais brasileiras. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), aliada ao MST, UNE,  CMP, entre outros movimentos sociais, organizaram a ação.


A Sociedade Paraense em Defesa dos Direitos Humanos apoia a mobilização dos trabalhadores em defesa de seus direitos. “A SDDH se solidariza sempre com todas as lutas em favor dos trabalhadores. Porque defender os direitos dos trabalhadores é um dos principais pilares na defesa da dignidade humana e dos Direitos Humanos no Brasil. A nossa luta têm sido constante na defesa contra o ataque de todos os direitos dos trabalhadores, sejam trabalhadores rurais ou os trabalhadores da cidade”, declarou Alberto Pimentel, um dos coordenadores da SDDH.



 
Martinho Souza, presidente da CUT Pará - Foto: Gil Sóter/G1 Pará

Para o Presidente da CUT no Pará, Martinho Souza, o PL 4330 é sinônimo de lucro para os patrões e prejuízos aos trabalhadores. “Este projeto de lei é uma afronta aos direitos dos trabalhadores, arduamente conquistados durante décadas. A terceirização é nociva e, se for aceita, será amplamente executada, o que será bom apenas para os empresários”, afirmou Marinho Souza.


“Vivemos um retrocesso. Caso seja aprovado este PL, serão anos e anos de direitos garantidos que iremos perder”, ressaltou Silvia Rodrigues, integrante do Movimento de Mulheres Feministas Marias e da Central de Movimentos Populares.


Além de chamar a atenção da sociedade para o perigo d PL 4330, a mobilização de ontem também teve a finalidade de alertar o país para a importância das reformas agrária, política e tributária; a defesa da Petrobras; a democratização dos meios de comunicação e a convocação de uma Constituinte Exclusiva para a reforma do sistema político.

Alberto Pimentel participou do ato contra o PL 4330

“Pra gente conseguir superar um congresso nacional que hoje é extremamente reacionário e antipopular, precisamos fazer uma reforma política profunda. Precisamos democratizar mais o nosso Poder Legislativo e o nosso Poder Judiciário, que também todos os dias, ataca os direitos dos trabalhadores. Pra isso, nós da Sociedade Paraense em Defesa dos Direitos Humanos também nos somamos à luta por uma Reforma política neste país, defendendo uma Constituinte exclusiva e soberana para uma reforma política profunda, com ampla participação do povo. A população tem que contribuir cada vez mais nas decisões políticas do Brasil”, lembrou Alberto Pimentel em seu discurso durante o ato.

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