segunda-feira, 1 de junho de 2015

Solar das Artes é desocupado, mas a luta continua!



Fotos: Jean Brito


Ontem (31), durante o ritual de desocupação, lágrimas rolaram pelos rostos de alguns dos ocupantes. A emoção era transmitida em cada olhar, em cada performance artística, era sentida em meio ao público. Na manhã desta segunda, 1 de junho, os resistentes do Solar da Beira, que agora será eternamente conhecido como Solar das Artes, deixaram o prédio. Uma decisão judicial os obrigou a sair do espaço, visivelmente abandonado pelo poder público. O planejamento inicial era continuar a promover experiências de trocas e vivências político culturais até a data da audiência pública para decidir qual o destino do Solar. 
 
"Este foi o Ponto Começo! Não houve pressão ou tentativa de criminalização de nosso movimento o suficiente que nos fizesse desistir de nós e da cidade (...). Não somos a favor do enfrentamento físico. Nossos pensamentos são 'perigosos' o suficiente", diz uma nota na Fanpage dos organizadores da ocupação do Solar. E realmente foi apenas o início de um processo de luta e exigência de respeito por parte dos gestores municipais ao que é público. Prova disso é a Representação (veja na imagem abaixo), enviada pelo Ministério Público Federal para a prefeitura de Belém, solicitando esclarecimentos sobre o abandono do espaço.
 
Durante esses 25 dias, os ocupantes  agradeceram o apoio recebido por trabalhadores do Ver o Peso, instituições como Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH), Ministério Público Federal (MPF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP), Grupo das Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (GEMPAC), Núcleo de Artes e Imanências em Saúde (Naris) e Instituto Iacitatá Amazônia Viva. Além de pessoas em situação de risco nas ruas, de visitantes, turistas, professores, jornalistas e demais profissionais.
 
A luta continua!
Viva ao Solar das Artes!
Viva aos ocupantes!
Viva ao residentes de todas as ruas!  

Por Vivianny Matos