quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Estudantes fazem greve em Barcarena


Manifestação de estudantes da escola Padre José Delgardes exigem solução nos problemas de infraestrutura da escola e falta de professores.

 
Por Adima Monteiro
Revisão e Edição: Alberto Pimentel



No último dia 11 de agosto, cerca de 500 estudantes da Escola Estadual Padre José Delgardes fizeram manifestação em Barcarena. Nesta, fecharam a rotatória que dá acesso para o Porto do Conde e decidiram fazer GREVE até a SEDUC resolver o problema do fornecimento de energia na escola. Os estudantes já estavam cansados de esperar a manutenção do prédio e a adequação das instalações elétrica.  “Nós fomos para rua no dia do estudante para repudiar o descaso com a educação pública, em especial com a Escola Padre José Delgardes, que vem sofrendo constantemente princípio de incêndio”, explicou a estudante do 3º ano, Marisa Brandão. A estudante ainda disse que no mês de Junho, a fiação elétrica da escola pegou fogo e a empresa contratada pela SEDUC para fazer o serviço informou aos estudantes e professores que em Agosto tudo estaria resolvido. “Voltamos em Agosto para estudar e o problema continuava. O turno da noite não tem nem previsão para início das aulas, porque não tem energia”, asseverou Marisa.

Jacinaldo, estudante do primeiro ano do ensino médio, reforçou a denúncia da situação: “Disseram para nós que iam trazer no mês de julho, o transformador de energia e o ar-condicionado e até agora nada. A única coisa que fizeram foi colocar  grade nas salas”.

A reforma da escola teve início no ano de 2010 e até hoje não foi concluída. Na época, o projeto foi orçado em mais de R$ 600 mil e previa instalação elétrica e climatização das salas de aula, o que não ocorreu. Depois de inúmeras mobilizações, novamente a SEDUC incluiu a escola num projeto de manutenção predial, instalação elétrica e climatização das salas de aula previsto para ser concluído em 120 dias, num valor de R$ 146,499. Pela segunda vez está sendo destinado recurso público para conclusão das obras da Escola. A comunidade escolar luta para que ao menos desta vez, os recursos sejam aplicados e as obras concluídas.


Além desses problemas de infraestrutura, existem outros.  Jeysiane Milena, estudante do 1º ano do Ensino Médio, também denuncia que várias turmas estão sem professor de Física, Matemática, Português, Geografia, História, Espanhol, Biologia e Inglês. “Nossos professores do ano passado destas disciplinas, não podem dar aula para gente porque o Jatene não quer pagar. Isso é consequência da redução da carga horária dos professores. Queremos estudar!”, reclama Jeysiane.

Após 4 horas de manifestação dos estudantes, a representante SEDUC, Dulcecleia Furtado Barbosa, gestora da 3ª URE, prometeu resolver o problema da energia até sexta-feira e convidou todos a irem até a escola, pois ela gostaria de conversar com a diretora. Os estudantes seguiram em marcha até a escola e exigiram que a representante da SEDUC também reunisse com os alunos.

SEDUC não se posiciona em relação aos outros problemas
Os estudantes aproveitaram a oportunidade para pautar os outros problemas da escola: falta de professor, falta de funcionário de apoio, falta de especialista em educação, falta de merenda, necessidade de construir uma quadra escolar. Mas, a representante da SEDUC não estabeleceu prazos para a resolução destes, sob o argumento de ter sido recém-empossada.


Estudantes prometem novas mobilizações
Em assembleia, os estudantes decidiram suspender as aulas até sexta-feira para que os serviços elétricos possam ser realizados, conforme prometido pela SEDUC. Perguntados sobre o que acharam da posição da SEDUC, os alunos responderam que ainda ficou na mesma situação. “O que ela disse, foi o mesmo que outros representantes da SEDUC já disseram para nós em outros momentos de mobilização”, enfatizou a estudante Mariza Brandão.

Caso os problemas não sejam resolvidos nos prazos prometidos pela SEDUC, os estudantes prometem novas manifestações.